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jun 18 2013

Endereço da Terra na Via Láctea ganha mais respeito

Os novos dados “destacam” nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.[Imagem: Robert Hurt-IPAC/Bill Saxton-NRAO/AUI/NSF]

Esquecidos por quem?

É comum ouvir que o Sistema Solar, e a Terra em particular, residem em um “canto esquecido” nos subúrbios da Via Láctea.

Embora não escondam a pretensão de que morássemos no centro da Via Láctea – o que é quase certamente inviável para nossa “especificação biológica” – essas afirmações não deixam de ter razão.

De fato, moramos em um braço menor da nossa galáxia espiral, chamado Braço Local, situado entre dois dos braços principais da Via Láctea.

Mas não tão menor quanto se acreditava, garantem Alberto Sanna e seus colegas do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.

Segundo os novos cálculos, o nosso Braço Local não é apenas uma pequena ramificação, uma espécie de “espora” de um braço principal.

“Nossos novos dados sugerem que o Braço Local é uma estrutura proeminente da Via Láctea,” defende Sanna.

Desenho da Via Láctea

Determinar a estrutura da nossa própria galáxia é um problema de longa data para os astrônomos – porque estamos dentro dela, não conseguindo vê-la de fora, como ocorre com as outras galáxias.

Assim, para mapear a Via Láctea, os astrônomos precisam medir com precisão as distâncias de objetos dentro da própria galáxia. O problema é que medir distâncias cósmicas é uma tarefa difícil, levando a dados com grandes incertezas.

Radiotelescópios para reduzir as imprecisões e mapear a Via Láctea

Por isso, embora os astrônomos concordem que a Via Láctea tenha uma estrutura em espiral, há divergências sobre o número de braços que ela tem, assim como a distribuição e a dimensão desses braços.

O que Sanna e seus colegas fizeram foi usar uma rede de radiotelescópios – o VLBA – para reduzir as imprecisões nas medições, usando então trigonometria simples para determinar as distâncias entre corpos celestes nas nossas vizinhanças.

Foram quatro anos de coleta de dados, rastreando objetos cósmicos conhecidos como masers, que amplificam as ondas de rádio da mesma forma que um laser amplifica a luz – para um radiotelescópio, um maser é como uma lâmpada acesa na escuridão.

Os novos dados “destacam” nosso Braço Local dos braços principais de Sagitário e Perseu.

“Com base tanto na distância quanto no movimento espacial, nosso Braço Local não é uma espora. Ele é uma estrutura importante, talvez um ramo do braço de Perseu ou, possivelmente, um segmento de braço independente,” defende Sanna.

Fonte: Novação Tecnológica
E
ditado por: Arquivo X do Brasil

 
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