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out 07 2013

O Caso Mantell

Piloto da Aeronáutica Americana persegue OVNI

A Guarda Nacional de Kentucky, EUA revelou, em 08 de janeiro de 1948, que um piloto de Louisville foi morto na explosão de seu avião quando estava envolvido em uma caçada a ”discos voadores”. O Capitão Thomas Mantell Jr., de 25 anos, retornava de um vôo de treinamento com outros 3 caças P-51 Mustang, quando recebeu instruções de rádio para investigar um OVNI. Uma das aeronaves teve de pousar, devido à falta de combustível. As outras duas o acompanharam até 7000 metros de altitude, mas retornaram à base devido a problemas de falta de oxigênio. Quando se aproximava do objeto, Mantell informou, por rádio, que o OVNI parecia metálico, de grande porte e que desenvolvia velocidade de 180mph (aproximadamente 350 Km/h). Minutos depois, o avião de Mantell começou a fazer círculos no ar e mergulhou para o chão, caindo perto de Franklin, Kentucky.

O OVNI desapareceu meia hora depois. Objeto Voador Não IdentificadoO objeto parecia um cone branco com uma parte vermelha por cima. De acordo com um colega de Mantell, Cel. Guy Hix, o objeto “parecia um guarda-chuva. Tinha aproximadamente o tamanho de 1/4 da lua cheia e ficou parado no ar por mais ou menos uma hora e meia”.

Conclusões

A primeira explicação da USAF (United States Air Force) foi de que o objeto era Vênus. Logo depois, o projeto Blue Book, afirmava que o OVNI nada mais era que um balão lançado pela Marinha…

A viúva de Mantell, Margaret, não teve autorização para ver os destroços do avião. Informaram-lhe apenas que o material recolhido estava sob investigações e que seu marido morreu por anoxia (falta de oxigênio) antes da queda.

Os mistérios

Mantell esteve entre os primeiros que voaram para a península de Cherbourg no Dia D e foi condecorado com a Cruz Aérea de Distinção por heroismo durante a Segunda Guerra Mundial. Um piloto excelente e conhecedor de suas limitações, para ir tão alto e ser pego por uma falta de oxigênio.

A máscara de oxigênio de Mantell NÃO foi achada entre os destroços do avião.

Existem “boatos” de que o corpo do piloto teria sido achado a 6 metros do avião e que o cockpit não apresentaria sinais de sangue.

Quanto à possibilidade de o objeto ser um balão, jamais voaria à velocidade relatada, além do que, um capitão da USAF, não iria se confundir e perseguir tão obstinadamente um BALÃO!!!

Objeto prateado

O Projeto Sinal, ou Projeto Pires como também era chamado pelos seus colaboradores, iniciou suas atividades a 22 de janeiro de 1948. Sua primeira tarefa consistia em coletar todos os dados referentes a aparecimentos e fenômenos de OVNIs, na atmosfera e, dentre o material coletado, selecionar os dados considerados importantes para a segurança nacional dos EUA. Em seguida, os dados tinham que ser comparados, elaborados e, finalmente, apresentados a determinadas autoridades governamentais. A meta principal do Projeto Sinal consistia, portanto, em saber se os OVNIS representavam ou não uma ameaça à segurança nacional.

Duas semanas antes de o Projeto Sinal começar a funcionar, registrou-se um aparecimento extraordinário, que quase provocou um estado de histeria coletiva. E este acontecimento foi de tamanha amplitude, que durante quase um ano deu o que fazer ao Projeto Sinal.

Aos 7 de janeiro de 1948, testemunhas oculares avistaram sobre Louisville, Kentucky, um objeto prateado, em forma de disco, que emitia uma luminosidade avermelhada. Seu diâmetro media cerca de 80 a l00 m; seu vôo era dirigido para o sul. Logo após o aparecimento, a polícia estadual avisou a base aérea de Fort Knox e seu respectivo aeroporto, Godman Field;. quinze minutos mais tarde, o pessoal da torre avistou o OVNI. Depois de ter a certeza de não se tratar de um avião, nem de um balão meteorológico, o aparecimento foi comunicado ao oficial de serviço, ao oficial encarregado da Defesa e, por fim, ao comandante da base, coronel Guy F. Hix. Este último comunicou-se com o capitão Mantell, ao qual ordenou a decolagem imediata do seu F-51, em missão de reconhecimento.

O capitão-aviador, Thomas Mantell, de 25 anos, era um piloto altamente qualificado, veterano da Segunda Guerra Mundial, onde se distinguiu por bravura e fora condecorado com a ordem do Distinguished Flying Toss. Mantell fez parte do primeiro grupo de pilotos que bombardearam alvos alemães em Cherbourg e na costa francesa do Atlântico, quando operavam em missões preparatórias para a invasão britânico-norte-americana.

Avião de Mantell

Naquela tarde do dia 7 de janeiro, além de Mantell, decolaram os tenentes Hendricks, Clements e Hammond, em perseguição ao objeto voador desconhecido. os instrumentos de radar acompanharam o rastro dos caças, até que, às 15 h, Mantell comunicou pelo rádio :

“Nada vejo, por enquanto; estou desviando em direção a Ohio River Falls”.

Em seguida, Mantell fez os seguintes comunicados pelo rádio :

15 h e 02 m – visão boa – ainda nada a ver – altitude de vôo 9.500 m continuo subindo.

15 h e 09 m – altitude de vôo 10.400 m – ainda nada.

15 h e 11 m – Agora – aqui está o objeto – em forma de disco – enorme, grande – difícil de calcular – talvez 70 m de tamanho – parte superior com anel e cúpula – parece rotar com incrível velocidade em torno de um eixo vertical, central. Altitude de vôo 10.500 m. Fim.

Na torre as atividades fervilhavam. Como que hipnotizados, os técnicos em radar olhavam os seus instrumentos. E lá estava o objeto – que bruto disco!

15 h e 12 m – Comunicado do piloto no flanco direito: Vejo a coisa estou fotografando-a – Mantell está ao seu encalço. O objeto se encontra a uns 150 m acima do meu aparelho.

Procuro aproximar-me dele, intercalou o piloto no flanco esquerdo.

15 h e 14 m – Mantell: mais 900 m- estou dobrando a minha velocidade – devo alcançar o objeto a todo custo. Tem aparência metálica, brilha – está mergulhado numa luz amarela, clara – muda de cor, torna-se vermelho, cor-de-laranja…

15 h e 15 m – Cheguei a uma distância de somente 350 m – o objeto acelera – procura escapar – sobe num ângulo de quase 45°.

15 h e 16 m – Comunicado do piloto à direita: Mantell quase conseguiu pegá-lo – pode ser questão de uns poucos metros, apenas – o disco está acelerando – não posso mais acompanhá-lo – Mantell desapareceu na camada de nuvens.

Depois de perderem Mantell de vista, Hammond e Clements desistiram da caça e pediram autorização para aterrissar; a esta hora, Hendricks já havia voltado à base.

15 h e 18 m – Mantell: o objeto é enorme – Sua velocidade é incrível – Agora-

Lá pelas 16 h, o grupo de buscas e salvamento, imediatamente mobilizada, localizou os destroços do avião sinistrado, dentro de um perímetro de 1,5 km. O relógio de Mantell parou às 15 h e 18 m.

É claro, a imprensa noticiou esses acontecimentos com manchetes sensacionalistas, explorando-os ao máximo. Sem dúvida, uma coisa é o comportamento estranho de uma luz, surgida no céu noturno, e outra, é a morte de um piloto experimentado, em condições dramáticas, provocadas por um “disco voador”, em plena luz do dia. A opinião pública ficou alvoroçada e mesmo algumas pessoas, até então incrédulas, começaram a mostrar-se preocupadas. Afinal de contas, não se tratava apenas de um misterioso fator desconhecido, mas, de algo potencialmente perigoso. Será que Mantell teria perseguido uma nave extraterrestre, com tripulação inimiga? Ou seria uma nova arma secreta dos russos? No ar não pairavam senão perguntas e dúvidas.

Por sua vez, a Força Aérea e a equipe de pesquisadores do Projeto Sinal (projeto oficial de pesquisa ufológica) também ficaram desorientadas. Pelo menos esta seria a única desculpa para a explicação simplória apresentada à imprensa, e ao público em geral, no intuito de acalmar os ânimos. O respectivo comunicado oficial, patético em sua singeleza, dizia tão-somente: “Mantell teria caçado o planeta Vênus e pereceu, quando dele se aproximou em demasia”. Esta teoria foi simplesmente arrasada pelos astrônomos e cientistas, contra-argumentando que, naquele dia (mormente, à luz do dia), o céu estava encoberto de nuvens, a ponto de tornar invisível o planeta Vênus. Então, era o caso de encontrar outra desculpa menos esfarrapada; explicaram que Mantell perseguiu um Sky Hook, um balão de reconhecimento. Pesquisas posteriores, reálizadas pela ATIC (Air Technical intelligence Center – Central de inteligência Técnica Aérea) revelaram a impossibilidade da presença de um balão de reconhecimento na região, à hora do acidente, já que essa Central possui a relação completa de todos os balões de reconhecimento soltos no espaço. Outrossim, naquele dia memorável, um engenheiro, de nome Scott, esteve no aeroporto de Godman Field; segundo o seu depoimento, a última frase pronunciada por Mantell teria sido a seguinte :

“Meu Deus – como é enorme! Tem janelas.”

Scott afirrna ter assistido ao “replay” (repetição) da fita magnética, com este derradeiro pronunciamento de Mantell. No entanto, o relatório oficial suprimiu este detalhe. A força aérea sabia mais do que imaginavamos.

Obstinado

Nas primeiras horas da tarde do dia 07 de janeiro de 1948, centenas de pessoas viram um objeto que definiram como “um sorvete de casquinha com a parte superior vermelha”, que se dirigia lentamente e a baixa altitude rumo a Fort Knox, Estado de Kentucky. O Fort Knox é uma zona de alta segurança usada para guardar as reservas de ouro dos Estados Unidos. Seu espaço aéreo é proibido e constantes rondas de caças acontecem. Os mais sofisticados radares vasculham, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, toda a região.

Em torno das 14:30 horas, os radares acusaram um gigantesco OVNI se deslocando vagorosamente sobre Fort Knox. Imediatamente o comando militar responsável pela segurança do Campo Godman providenciou uma interceptação aérea do intruso. O Campo Godman é uma base militar que está baseada – convenientemente – ao lado de Fort Knox.

Destroços do avião de Mantell

Justamente nesse momento, uma esquadrilha composta de 4 caças P-51 Mustang estava chegando de uma ronda aérea. A esquadrilha em questão era liderada pelo capitão Thomas Mantell que, devido ao seu desempenho em combate durante a Guerra, ele tinha várias condecorações e era uma espécie de ídolo das Forças Armadas. O que se seguiu naquela fatídica tarde de 07 de janeiro de 1948 marcou “a fogo” a vaidade militar norte-americana. Imediatamente a esquadrilha foi acionada para realizar a interceptação. Dos 4 aviões da esquadrilha, foram apenas 3, pois um deles já estava com o combustível “na reserva”. Inicia-se a perseguição ao OVNI e, logo em seguida, um segundo avião se vê obrigado a abandonar a perseguição por seu painel apresentar problemas eletrônicos. Mal ele teve tempo de sair da formação para que o terceiro avião, por sua vez, também tivesse que abandonar a interceptação aérea por falta de oxigênio. Poucos minutos após o início da perseguição, o capitão Mantell ficou sozinho. Vale ressaltar que o avião do capitão Thomas Mantell deveria estar, como os outros, com o combustível e oxigênio acabando.

O fato é que Mantell continuou obstinadamente a caçar o OVNI mesmo sabendo de suas limitações em termos de combustível e oxigênio. Por volta das 14:45 horas, ele se comunica com a base informando que já conseguia avistar o intruso a olho nu. Foram vários comunicados descrevendo um objeto metálico, com a forma de um cone e de proporções gigantescas. Finalmente, por volta das 15:15 horas, se ouve pela última vez a voz de Mantell no rádio: “O objeto está adiante e acima de minha posição, movimentando-se à mesma velocidade de meu avião ou um pouco mais. Se eu não conseguir me aproximar mais vou desistir”.

Enquanto tentativas desesperadas de comunicação aconteciam, o avião de Mantell fazia círculos no ar para, logo em seguida, iniciar o megulho fatal ao chão. Maior que o impacto do avião do capitão Thomas Mantell foi o causado com a notícia de sua morte para todo o contingente das Forças Armadas dos Estados Unidos. Como isso poderia ter acontecido se os Estados Unidos era a maior força militar planeta? A explicação inical da USAF foi que Mantell perseguiu o planeta Vênus, até que ficou sem oxigênio e desmaiou. Sequer ele teria morrido com o impacto da queda, pois, provavelmente, o capitão Mantell teria morrido de anoxia (falta de oxigênio), já que estava a cerca de 20.000 pés. Obviamente, parece um absurdo que um piloto experiênte, condecorado, tivesse confundido o planeta Vênus com uma nave desconhecida – sem mencionar o absurdo que é supor que o planeta Vênus seja detectado pelo radar.

Noticiário sobre a morte Piloto em perseguição ao OVNI

Para tentar acabar com os boatos relacionando este caso com UFOs, a USAF acionou o projeto Blue Book para assumir as investigações. O capitão Edward Ruppelt, responsável pelo Blue Book, concluiu que Thomas Mantell havia perseguido um balão sonda meteorológico lançado pelo projeto “Skyhook”. A armada norte-americana criou um balão gigantesco capaz de ascender até 70.000 pés (cerca de 21.000 metros) de altitude, para recolher informação sobre a alta atmosfera. O gigantesco balão tinha forma de pêra próximo à Terra, mas se convertia numa esfera, de trinta metros de diâmetro, quando estava a grande altura.

Muitos ufólogos não concordaram com a explicação oficial e outros, como Jacques Vallée, aceitaram e deram o caso como encerrado. Já a imprensa fez sua glória com todo tipo de sensacionalismo possível. Um jornal de grande circulação em kentucky chegou a soltar manchetes de uma guerra planetária: “O avião de Mantell foi desintegrado pelo raio da morte dos marcianos”. Até hoje o caso gera polêmica e é alvo de muitos questionamentos.

Fonte: O arquivo,
http://www.fenomeno.trix.net/fenomeno_ufologia_1_ovni-mantell.htm,
O Fenômeno UFO”, Johannes von Buttlar, Editora Melhoramentos
 
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