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jan 26 2014

Opportunity completa 10 anos flagrando rocha misteriosa em Marte

Além de ter aparecido do nada, a rocha parece estranha à paisagem.
[Imagem: NASA/JPL-Caltech/Cornell Univ./Arizona State Univ.]

Rocha marciana

O robô Opportunity completou 10 anos em Marte nesta sexta-feira (24).

Previsto inicialmente para durar seis meses e percorrer dois quilômetros, o rover está próximo de bater a marca dos 40 km rodados.

E, apesar dos inúmeros detalhes revelados por seus instrumentos sobre a geologia de Marte, justamente neste 10º aniversário o robô geólogo parece estar se deparando com o que pode ser sua grande descoberta – pelo menos, já é de longe o maior mistério.

No dia 26 de Dezembro de 2013, em seu 3.528º dia marciano, o robô fotografou uma área que em nada parecia diferente de tantas que ele já observou.

A surpresa, contudo, veio no dia 8 de de Janeiro passado, quando ele fotografou a mesma área: na nova foto apareceu uma pequena pedra, com cerca de 10 centímetros de diâmetro, vinda não se sabe de onde.

Depois de alguns dias em dúvida e algumas especulações, a NASA optou pela versão de que a roda do robô, ao girar, deve ter atirado a pedra para sua nova localização, que teria caído virada, expondo a parte que teria permanecido junto ao solo por milhões de anos.

Outra possibilidade aventada inicialmente envolvia um meteorito que tivesse caído nas proximidades, já que parece haver outro pequeno fragmento da mesma rocha no lado esquerdo da segunda imagem.

De qualquer forma, os geólogos da missão continuam coçando a cabeça, já que a pequena rocha parece diferente de tudo o que o Opportunity encontrou antes – ela tem uma concentração estranhamente elevada de enxofre, maganês e magnésio.

Agora eles estão fotografando tudo em volta para achar pedras semelhantes, enquanto os engenheiros em terra usam a réplica do robô para tentar atirar pedras à distância, o que está se mostrando difícil, devido à baixíssima velocidade de suas rodas.

Por que estamos em Marte?

“Estamos explorando Marte para entender melhor a Terra,” disse Ray Arvidson, o chefe da missão, durante a festa de aniversário do Opportunity.

“Em Marte, podemos aprender sobre processos geológicos e processos ambientais – talvez habitabilidade, talvez vida, o que resta a ser visto – de um período de tempo que está perdido na Terra.

“Marte preserva todo o registro geológico porque há muito pouca erosão lá. Temos toda a seção estratigráfica; os minerais estão bem preservados. Então, ao passear por lá e explorar Marte, estamos viajando de volta no tempo geológico.

“Hoje, Marte é seco e frio. Mas, no passado, havia vulcões explodindo com fontes hidrotermais, havia fumarolas (ventos carregados de vapor), havia rios, uma malha intricada de riachos, havia lagos.

“Quanto mais para o passado você olha, mais Marte parece quente e úmido,” concluiu Arvidson.

Fonte: Inovação Tecnológica
 
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