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jul 07 2014

“Vamos encontrar vida no espaço neste século”

A primeira exoTerra descoberta certamente é o primeiro de uma população de milhões de planetas similares ao nosso.[Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech].
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Não é se, mas como eles são

Será que estamos sozinhos no Universo? Esta é uma pergunta que sempre estimulou a imaginação humana.

E, quanto mais aprendemos, mais improvável parece que a Terra seja um milagre solitário hospedando vida em meio a galáxias de planetas mortos.

Os cientistas agora já concordam que é apenas uma questão de tempo antes que encontremos outras formas de vida no Universo.

O assunto, que outrora já foi “proibido” no meio científico, foi discutido abertamente durante um evento promovido pela Comissão Europeia.

Mas exatamente como vamos encontrar nossos vizinhos extraterrestres – se serão apenas algumas células bacterianas ou sósias perfeitos do ET – eles ainda se arriscam menos.

Quem acredita em milagres?

“Nós vamos encontrar vida no espaço neste século,” disse enfaticamente o Dr. Seth Shostak, astrônomo sênior do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (SETI).

“Há 150 bilhões de galáxias além da nossa, cada uma com algumas dezenas de bilhões de planetas como a Terra. Se este é o único lugar no Universo onde alguma coisa de interessante está acontecendo, então isso é um milagre. E 500 anos de astronomia nos ensinaram que, sempre que você acredita em um milagre, você provavelmente está errado,” completou Shostak.

Ele descreve a busca por vida extraterrestre como uma “corrida de três cavalos”, que será provavelmente ganha ao longo dos próximos 25 anos.

Encélado, lua de Saturno – Ilustração.
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Encélado, lua de Saturno, pode ter um oceano sob o gelo, enquanto Europa, lua de Júpiter, apresenta vapor de água, o que aumenta as chances de vida. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Segundo ele, nós vamos encontrar a vida extraterrestre (1) nas proximidades, de forma microbiana em Marte ou numa das luas de Júpiter; (2) ou vamos encontrar provas nos gases produzidos por processos biológicos (fotossíntese, por exemplo) nas atmosferas de planetas em torno de outras estrelas; (3) ou ele próprio e sua equipe do SETI vão captar sinais de vida inteligente através de enormes antenas.

Eu levanto a mão

A Dra. Suzanne Aigrain, da Universidade de Oxford, que estuda planetas extrassolares, ou exoplanetas, representa o cavalo número dois nessa corrida.

Com base em seus estudos, ela também aposta que não estamos sós.

“Estamos muito perto de sermos capaz de dizer com um bom grau de certeza que planetas como a Terra, o que chamamos de planetas habitáveis, são bastante comuns [no Universo ]… É por isso que, quando alguém pergunta se eu acredito que há vida em outros planetas, eu levanto a minha mão, e faço isso como uma cientista porque o balanço das probabilidades é esmagadoramente alto,” disse Aigrain.

Isso sem contar as exoluas, muitas delas com potencial para vida, assim como algumas das luas de Júpiter e Saturno em nosso Sistema Solar.

  • Exoluas podem ser mundos habitáveis

Muda tudo

Mas quando encontrarmos vida em outros planetas, ou interceptar um sinal de rádio de uma civilização alienígena, quais serão as consequências?

Encontrar um micróbio que não seja um micróbio terrestre vai nos dizer muito sobre a biologia, mas mesmo isso terá enormes consequências filosóficas.

Nas palavras do Dr. Shostak, “Isto literalmente muda tudo”.

Fonte: Inovação tecnológica.
Edição: Arquivo X do Brasil.
 
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