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nov 02 2014

O Caso Patero.

Ilustração do Caso Patera.
(Clique na Imagem para Amplia-la)

Alvo de diversas investigações e especulações, o chamado “caso Patero” é um dos clássicos da história da ufologia brasileira. Ocorrido no começo da década de 70, os estranhos fatos relatados pelo comerciante Onilson Patero chegaram até a ser investigados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) que, na época do Regime Militar no Brasil, tinha a função de vigiar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao poder estabelecido.   Escute, no final do texto, a entrevista de Patero a Sílvio Santos, na TV Tupi, em 1978.


“A SEGUNDA VEZ QUE ALEGOU TER SIDO ABDUZIDO POR EXTRATERRESTRES ACONTECEU EM 28 DE ABRIL DO ANO SEGUINTE, NAS PROXIMIDADES DE GUARANTÃ (SP). ESTE EPISÓDIO PROVOCOU MAIOR COMOÇÃO E TEVE GRANDE ATENÇÃO DA MÍDIA NA ÉPOCA, JÁ QUE PATERO DESAPARECEU POR SEIS DIAS. ELE FOI ENCONTRADO, DESORIENTADO, POR UM FAZENDEIRO EM UM MORRO EM COLATINA, NO ESPÍRITO SANTOS, A MAIS DE MIL QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA DE ONDE FORA CAPTURADO”


Patero alega ter sido sequestrado por seres extraterrestres em duas ocasiões. A primeira delas teria ocorrido em 22 de maio de 1973, quando viajava, de madrugada, de Itajobi para Catanduva (385 km a noroeste de São Paulo). Tudo teria acontecido depois que Patero deu carona a um homem, identificado como Alex, uma pessoa considerada “muito estranha” pelo comerciante. Depois que o carona foi embora, Patero conta que o seu carro começou a falhar na estrada e que viu uma luz que deixava transparentes partes do seu automóvel. Assustado, Patero tentou fugir a pé, mas, segundo conta, foi capturado e levado para uma nave. A partir daí, não lembra de nada. No dia seguinte, foi encontrado desmaiado na estrada e depois levado para a realização de vários exames, inclusive os de sanidade mental, que nada apontaram de anormal. De acordo com seus relatos, seu cabelo claro ficou escuro e também foram encontradas manchas pelo seu corpo.

A segunda vez que alegou ter sido abduzido por extraterrestres aconteceu em 28 de abril do ano seguinte, nas proximidades de Guarantã (423 km a noroeste de São Paulo). Este episódio provocou maior comoção e teve grande atenção da mídia na época, já que Patero desapareceu por seis dias. Ele foi encontrado, desorientado, por um fazendeiro em um morro em Colatina, no Espírito Santos, a mais de mil quilômetros de distância de onde fora capturado. No segundo caso, Patero também guiava o seu carro quando teria encontrado as mesmas luzes da primeira vez. Na segunda ocasião, contudo, ele guarda mais lembranças de sua ida à suposta nave extraterrestre. Ele disse ter reencontrado Alex, o carona misterioso, e também contou ter sido examinado por “homens encapuzados”.

A história de Patero chegou aos investigadores do Dops, que pediram uma análise dos relatos do comerciante aos pioneiros da ufologia no Brasil, Max Berezovsky e Willi Wirtz. De acordo com depoimentos de outubro de 74, Berezovsky considerou verdadeiro o relato de Patero de seu primeiro encontro com um disco voador, mas achou que o segundo não era real. Já Wirz defendeu que ambos os relatos do comerciante foram inventados. Apesar das conclusões desta investigação oficial, conduzida pelo governo brasileiro, o fato é que os incidentes relatados por Patero ainda seguem como um dos mais instigantes e misteriosos para os que pesquisam e são aficionados pela ufologia. Onílson Patero faleceu em agosto de 2008, aos 75 anos, em Catanduva.

Ouçam a entrevista com o apresentador Sílvio Santos:

 

Fontes: Folha de São Paulo, UFO, Diário Web
Editado por: Arquivo X do Brasil.

 
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