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jan 26 2015

Misterioso sinal de rádio é captado em tempo real pela primeira vez

Uma simulação do rádio telescópio Parkes, da CSIRO, captando o pulso de rádio. (Crédito: Swinburne Astronomy Productions).
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Desde que os cientista detectaram um estranho pulso de ondas de rádio em 2007, eles têm estado coçando suas cabeças para descobrir o que este fenômeno seria e de onde vem.

Agora, uma equipe internacional de pesquisadores diz estar a um passo de resolver este mistério, após ter capturado um desses estranhos pulsos em tempo real, pela primeira vez.

“Este é um grande avanço“, disse o Dr. Duncan Lorimer, um astrofísico da Universidade da Virgínia do Oeste, em Morgantown, EUA, que era membro da equipe que descobriu o primeiro pulso de rádio.

Uma simulação do rádio telescópio Parkes da CSIRO captou um pulso rápido de rádio no momento que ele ocorria.

Esses pulsos foram primeiramente descobertos pelo rádio telescópio Parkes, em New South Wales, Austrália.  As observações do Parkes sugeriram que os pulsos provavelmente vêm de uma fonte próxima à constelação Aquário, a aproximadamente 5,5 bilhões de anos luz de distância, e passou através de um campo magnético.

Doze outros telescópios, em solo e no espaço, conduziram observações subsequentes em outros comprimentos de onda, inclusive em infravermelho, ultravioleta, raio-X e luz visível.  Nenhum destes telescópios observou um ‘afterglow‘, que permitiria a equipe apontar mais precisamente a fonte do pulso.

“O pulso poderia ter carregado tanta energia em poucos milisegundos, quanto o Sol num dia inteiro“, disse o Dr. Mansi kasliwal, um astrofísico do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington D.C., e membro da equipe.  “Mas o fato de não termos visto luz em outros comprimentos de onda elimina um número de fenômenos astronômicos que são associados com eventos violentos, tais como pulsos de raios gama de estrelas que explodem e supernovas.”

Uma teoria que ainda está sendo examinada é a de que os pulsos ocorram como resultado de uma estrela de neutrônio que entrou em colapso para dentro de um buraco negro.

Os pesquisadores esperam que maiores observações dos pulsos cósmicos os ajudem a encontrar a fonte, de uma vez por todas.

“Armamos uma armadilha“, disse Emily Petroff, uma aluna de PhD da Universidade de Tecnologia Swinburne, na Austrália, e umas as pesquisadores. “Agora, somente temos que esperar até que outro pulso caia nela.”

As descobertas foram publicadas online no dia 19 de janeiro, no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Alguns sites, como o telegraph.co.uk, estão aventando a possibilidade de que o sinal possa ter sido resultado de comunicação por uma civilização alienígena.

Fonte: www.huffingtonpost.com, n3m3

 
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