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fev 26 2015

O Olho de Horus – Dendera, O Amanhecer da Astronomia (Episódio 7) – Parte 1

O Olho de Horus.
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A cultura egípcia foi formada em torno de uma série de templos religiosos construídos especialmente escolhidos ao longo do Nilo. Para os sacerdotes egípcios qualquer forma no universo que cresça exteriormente necessita de um receptor que permita o seu desenvolvimento no tempo, os tempos foram os tais receptáculos que permitiram o desenvolvimento de sua civilização. Cada templo expressou uma …tomada de consciência diferente sobre o universo.  Seu objetivo era transmitir a sua sociedade os diversos princípios fundamentais, as verdades distintas. Isso permitiu que cada templo atuasse como órgão distinto no pais, com funções diversificadas, dedicado a ensinar e explorar um tema religioso diferente. Assim eram vistas as casas de Deus. Durante milhares de anos as fronteiras do Reino dos Faraós, no Egito, discípulo da sabedoria dos sacerdotes do olho de Hórus, foram respeitadas por todos os impérios asiáticos. Nunca quiseram ampliá-las e no seu interior existia um lugar de paz, se comparado a anarquia universal. 

Declínio

 

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O declínio começou com o desaparecimento de seus mais altos sacerdotes, após Moisés, ultimo de seus grandes iniciados, ter atravessado o Mar Vermelho. E terminou com o caos, a destruição de seus templos e o extermínio realizado pelo persa Ramsés II. Após a morte de Ciro, o maior governante da
Ásia, que manteve uma relação de paz e respeito com o Egito, seu filho Kamsés II assumiu o poder para comandar o exército mais poderoso da época. Era um déspota cruel e brutal que odiava a sabedoria, o poder e a estabilidade dos faraós. obcecado em provar que seus deuses eram os mais poderosos, invadiu o Egito em 525 aC. Assassinou o ultimo faraó nascido legitimamente nestas terras e a maioria dos sacerdotes da escola de mistérios do olho de HórusArrasou os templos e queimou os papiros que continham toda a sabedoria armazenada por gerações. O conhecimento se converteu em escuridão e a antiga sabedoria egípcia desapareceu junto com seus altos sacerdotes. Kamsés II estabeleceu uma cruel servidão que duraria 200 anos até a chegada de Alexandre o Grande e, 322 ac. recebido como salvador pelos egípcios. Alexandre ordenou a reconstrução de seus templos e após a sua morte Ptolomeu I, um de seus generais, deu início as dinastias ptolemaicas que iriam governar por quase 300 anos.O templo dedicado a Hathor, que já existia em Dendera, desde 5400 aC, for reconstruído pelos reis macedônios como um método piedoso de legitimar o seu poder. hieróglifos encontrados em uma das suas galeria subterrâneas, afirmam que o tempo foi reconstruído seguindo fielmente os planos e desenhos originais feitos pelo sábio Imhotep. O complexo religioso de rendera esta localizado a 26º norte de latitude , dali partia o caminho antigo que leva ao Mar Vermelho. Posteriormente Tebas seria construída um pouco mais ao sul.

Put-Ser

 

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Nos primórdios de sua civilização, na noite estrelada de um solstício de verão num terreno sobre o Nilo cuidadosamente escolhido por sua relação com as estrelas, realizou-se uma cerimonia chamada Put-Ser. O faraó do Egito e o Sumo sacerdote da escola de mistérios do Olho de Hórus, rodeados por toda a população avistaram um grupo de estrelas sobre o Pólo Norte do planeta. Eles a chamaram constelação de Tuaret, e seu símbolo era uma hipopótamo fêmea vermelha. 
Em nosso tempo esse grupo de estrelas de Draconis e seu símbolo é uma serpente dragão. A mais brilhante de todas era Alfa Draconis, a estrela que nessa época se localizava exatamente sobre o eixo de giro do planeta. E que 4320 anos depois foi substituída por Polaris, a que atualmente guia nossos navegantes. O avanço do sistema solar em seu giro ao redor do centro da galáxia determina que durante esse ciclo de 25920 anos, seis estrelas diferentes brilhem sobre o pólo. A estrela sobre o pólo representava a força materna fundamental, geradora da substancia que permitiu o desenvolvimento da vida no universo, o principio feminino que foi chamado de Hathor e a quem foi dedicado esse templo.

 

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O faraó e o sumo sacerdote estenderam uma corda entre duas estacas orientando-a exatamente pra Alfa Draconis. A sacerdotisa do templo pregou as estacas com um martelo de ouro, definindo assim o eixo do templo, a coluna vertebral que daria organização a seus santuários, Colocaram as pedras dos quatro cantos que determinaram os limites do muro protetor do complexo uma muralha elevada que mantinha afastado o inimigo da vida, o qual desejava perpetuar-se. Colocaram sua porta principal voltada para o norte, a última de uma série de pórticos que vinham do Santa Santatorum do templo de Hathor e demarcavam o segmento do céu por onde Alfa Draconis aparecia, facilitando a sua localização a noite para registrar sistematicamente os seus movimentos. 
Nessa mesma noite, olhando na direção leste, encontraram também outra estrela a 90º da anterior, a que chamaram de Sírio, e que era o símbolo de Ísis no céu. Assim localizaram o eixo de um segundo templo que determinou a segunda porta do complexo. A porta do templo de Ísis demarcava o setor do céu por onde ascendia a estrela Sírio e onde aparecia o sol em 21 de junho, dia do solstício de verão.O templo cresceu em seu interior, enquanto os sacerdotes registravam os movimentos da estrelas e estudavam os processos impulsionados pela sua energia, inscrevendo em seus muros, as conclusões a que chegaram sobre esse tema sagrado. Sírio, o simbolo de Ísis era chamada de Estrela Cachorro, pois seguia a constelação de Orion, personificação de Osiris no Céu. Após estar escondida no céu por 120 dias, marcava com sua aparição o momento das cheias do Nilo. Então permanecia visível durante 40 dias, o mesmo tempo que duravam as inundações. Essa correlação fez com que Siriús se tornasse muito importante para a vida do pais, que dividiu o ano em três estações chamadas de Tétramis que eram determinadas pelas enchentes do Nilo.

Festividades

 

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As festividades do ano começavam com a cheia do Nilo e Sírio marcava com sua aparição no céu, esta importante data. Quando a estrela desaparecia o rio recuperava seus níveis normais. O calendário e a sincronização da via egípcia com o sol e as estrelas era
tão importante que o faraó do Egito, ao assumir suas funções, deveria jurar que nunca alteraria as datas do calendário, No entanto o dia em que Sírio reaparecia no céu dependia da latitude do templo onde era esperada, pois na Elepandtine do sul se via a estrela 7 dias antes que na Bubastis do norte. Por essa razão os sacerdotes também usavam o sol como relógio para determinar a duração do ano, pois o solstício de verão coincida com a reaparição de Sírio. Em Dendera, frente ao horizonte do templo de Ísis, primeiro Sírio ascendia no céu e depois o sol aparecia. Ao amanhecer do dia do solstício de verão, sírio e o sol marcavam em um relógio cósmico o início do ano novo egípcio. Em uma cerimonia no terraço do templo era acendido o fogo novo para todo o pais.Para entrar em Dendera é necessário atravessar uma série de construções erguidas pelos romanos durante os reinados dos imperadores Trajano e Domiciano. Uma série de quiosques de cada lado demarcam o pórtico norte embutido nos muros que protegiam o lugar. Ao atravessar-se o pórtico aparece ao fundo com seu eixo principal orientado para o norte, a fachada com as seis colunas ardóricas do imponente Templo principal dedicado ao estudo das estrelas.Muito perto da entrada do complexo encontra-se uma capela dedicada ao nascimento de Hórus, construída pelos romanos durante o reinado do Imperador Augusto. Ali era celebrado o momentos da iluminação, quando Ísis dava a luz simbolicamente, o filho de Osíris. Em seus muros estão talhadas as cenas de amor de Ísis e Osíris. O nascimento e apresentação do menino e a cena deste na roda da olaria, quando deus lhe da sua forma material. Sobre o capitel de suas colunas esta representado o deus Bes, protetor das grávidas e que favorece ao nascimento das crianças. Ao sul desta capela existem as ruínas de uma basílica cristã construída no século V depois de Cristo, época em que os rostos dos personagens sagrados foram cuidadosamente destruídos nos muros dos templos.Mais próximo ao templo principal surgem as ruínas de um sanatório, onde se internavam os doentes que vinham ao Templo de Hathor em busca de cura. Os sacerdotes do Templo usavam seus conhecimentos de medicina para ajudar o povo no plano material. Hathor, a força feminina multiplicadora da vida, era reverenciada como uma figura compassiva, o povo percorria grandes distancias para orar em seu templo, banhar-se em suas piscinas sagradas e receber os remédios e cuidados de que necessitavam.

PARTE 2

Fonte: O Arquivo
Editado por: Arquivo X do Brasil

 
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