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fev 16 2015

O Olho de Horus – Osiris, O Senhor da Reencarnação (Episódio 2) – Parte 2

O Olho de Horus.
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Quatro personagens fantásticos – O mito tinha 4 personagens fantásticos, quatro irmãos que se juntaram de maneira natural e ao faze-lo representaram duas forças opostas: a luz e a escuridão.

Osiris e Isis representam a força da luz que impulsiona o homem a espiritualidade, a harmonia, a avançar para aperfeiçoar a consciência, são o motor das reencarnações. Seth e Nephtys a força da escuridão que impulsiona o homem a materialidade, aos prazeres sensoriais, a densidade da inconsciência e a imobilidade da ignorância.

Osiris é a força ativa masculina, a vontade baseada nas certezas adquiridas, na informação verificada para impulsionar ações que produzam harmonia, paz e felicidade. A forma simbólica de Osiris é a de um homem envolto em faixas, um espírito envolto pelo corpo.

Tem uma coroa branca, a consciência em formação sobre a sua mente, com duas plumas laterais, as duas forças polares do universo, a dualidade contraditória, que lhe permite comparar para compreender a verdade.

Em sua mão esquerda leva o cajado de pastor, a força que guia o rebanho humano no caminho das transformações e dos ciclos. Na mão direita leva o instrumento que separa as espigas boas das ruins. Cada decisão, cada colheita produz o resultado de um sofrimento. As espigas ruins são de harmonia, as espigas boas são a consciência ao compara-las, o que permite o aperfeiçoamento.

 

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Seth representa o peso da animalidade original, que atrasa a espiritualização da matéria. É a vontade egoísta de obter o prazer, ainda que isso cause caos e sofrimento aos outros. É o instinto que domina. O confronto dessas duas forças ativas e masculinas é seguida pela parte passiva e feminina. Isis gera as emoções superiores, as intuições do mundo interior. Recebe a inspiração e produz as idéias, a busca, a adoração de Deus…o êxtase. Nephetys recebe as sensações e os desejos gerados pelo corpo, gera a análise elementar perceptiva do mundo exterior através dos sentidos.

 

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Ao fundo do salão da Ordem Universal, encontram-se 7 santuários que são o coração do templo. Explica as fases do Génesis, a aparição do pensamento humano e os princípios divinos. As forças que impulsionam o seu processo de aperfeiçoamento. O primeiro santuário dedicado a Thoth e ao nascimento do faraó Seth I, que representa no templo o nascimento da consciência do homem no universo. A primeira era a cena simbólica, o sumo sacerdote da escola de Horus, coberto com uma pele de jaguar, a força da animalidade original abandonada. Ajuda no nascimento do faraó Seth I. Nasce a consciência que pode participar da evolução do universo.

Thoth e Seshat

 

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Thoth, um homem com cabeça de Ibis, simboliza o verbo divino, que da nome a tudo que existe. Representa o principio multiplicador do único Deus, que ao nomear cria um ser divino. Thoth carrega o livro do destino, onde anota as transformações de cada espírito, os nomes e formas, as diferentes personalidades na cadeia de encarnações que nos levam a imortalidade. Cada espírito recebe um corpo, um nome, neste caso Seth I , uma personalidade temporal como o faraó, determinada pelo ciclo e pelas circunstancias , onde cumprir o seu destino temporal de aprendizagem.

 

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Thoth escreve em seu livro o nome dentro de um laço, chamado cartucho egípcio. Cada laço tem um nó em sua base e representa uma das vidas temporais do espírito eterno. O nome é a vibração da palavra divina que da forma ao corpo e define a personalidade temporal do espírito encarnado.

Em cada vida, tem-se um nome diferente, é um lição de cada vez. O destino define as circunstancias que são necessárias viver para que se aprenda. Thoth é o escrivão dos céus. Arquiva a lição que o espírito encarnado deve aprender no livro do destino e no momentos da sua morte escreve os sucessos obtidos. Ele é o ser responsável pela palavra, é o inventor da linguagem, da escrita e do intelecto que retém, compara e analisa

Ao lado de Thoth esta Seshat, com a sua coroa de 7 pétalas. Sete é o numero do processo, sete são os níveis da mente do homem. Ela escreve na matéria o nome do faraó dando lugar ao seu atual ciclo temporal.

Julgamento dos mortos

 

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Parte do mito de Osires é o chamado Julgamento dos Mortos. Acontece quando o espírito do morto chega ao Duat, uma dimensão além da física para encontra-se com a forças que impulsionaram a sua mente no universo de contradições, que é a vida sobre a terra.

O Duat teve a sua vida, avalia os seus atos e eleva o que aprendeu sobre o universo até sua consciência permanente, antes de reencarnar, a fim de que continue o processo de aperfeiçoamento.

 

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Anubis, um homem com cabeça de chacal, guia o espírito do morto nesse mundo imaterial. O chacal simboliza a força guia,os egípcios perdidos no deserto, encontravam a civilização seguindo as suas pegadas. Anubis coloca o coração na balança dupla de Maath, a deusa da verdade da justiça. O coração é o símbolo do que o morto sentiu,pensou, decidiu e fez. O contrapeso é a leve pluma da verdade que determina se aprendeu a lição devida.

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Precede a Thoth um homem com cabeça de Ibis, que simboliza o único Deus, quando multiplica os seres da criação. Ele pesa o resultado de cada decisão, avalia o seu comportamento, em cada circunstancia difícil do seu destino. A lição essencial nessa encarnação. Ele escreve o livro do destino, os registros, as transformações de cada espírito no seu processo de evolução, o nome que usou, a forma que adotou, o lugar onde nasceu, as circunstancias que experimentou e os resultados obtidos.

Uma estranha figura, composta de varias partes de animais, observa. Representa as formas encarnadas pelo espírito, as diferentes formas de animalidade original. É a força animal que impulsiona o espírito em direção a matéria. A paixão, o desejo, as sensações do corpo. É a força de Seth, o lado escuro de todo o ser humano, o que atrasa o seu processo de evolução.

 

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O espírito eleva as compreensões verificadas por sua personalidade temporal até sua parte eterna, e recebe de Thoth um novo destino, uma nova lição e uma nova vida para viver. Sai guiado por Horús, a luz de sua própria consciência, a que o espera no momento de sua liberação definitiva, quando terminam os seus ciclos de reencarnação, porque já aprendeu tudo. Indica-lhe que entre no santuário de seu novo corpo, onde estão as outras forças que impulsionam a sua consciência. Ali presidindo se encontra Osiris, força que impulsiona o processo em direção a espiritualização e ao abandono das paixões animais. Esta acompanhado de Isis e Nephtys, suas conexões com as sensações e emoções do corpo, que ocupa nessa nova vida que acaba de nascer.

 

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 PARTE 3

Fonte: O arquivo
Editado por: Arquivo X do Brasil

 

 
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