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nov 20 2016

De Adapa a Jesus – O mistério dos deuses

A história da humanidade está repleta de mitos e lendas sobre seres que saíram das águas trazendo conhecimento e progresso, esses relatos estão presentes em todas as culturas, alterando-se apenas alguns detalhes específicos consonantes aos costumes locais.

O objetivo desse texto é verificar qual a real relação entre esses mitos e a figura de Jesus, o avatar da era de peixes, como ainda é conhecido nos meios esotéricos.

ENKI O SENHOR DAS ÁGUAS E DAS PROFUNDEZAS

Nosso ponto de partida, como não poderia deixar de ser, inicia-se na mitologia suméria, através do deus conhecido como Enki (En = Senhor; Ki = Terra), também chamado EA, o senhor das águas, co-criador do homo sapiens, cujo símbolo era o peixe-cabra ou capricórnio e também as serpentes entrelaçadas.

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A partir do contexto atribuído a Enki pelos mitos sumérios podemos relacioná-lo com os deuses Ptah (Egito), Netuno/Poseidon/Prometeu (greco-romano), Vishnu (hinduísmo) e… a serpente do jardim do éden.

Enki foi muitas vezes retratado com jorros de água saindo de seu corpo, sendo essa iconografia presente no zodíaco sob o signo do aquário (imagem).

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Seguindo o raciocínio da teoria dos astronautas antigos, poderíamos imaginar um ser saindo das águas com uma espécie de escafandro, sendo que, com a descompressão, sairiam jatos de água pelas aberturas do traje (imagem).

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Dentre muitos prodígios atribuídos a esse “deus”, o mais importante é sem dúvida a criação dos seres humanos (lulus) a partir da junção do barro com o sangue anunnaki.

Nota: Desconfio que Enki, a partir de sua base nas profundezas (Atlântida?), possa ter criado seres aquáticos inteligentes.

A ideia, segundo o mito de Atrahasis (cópia mais antiga em 1600 a.C.), era obter uma criatura que pudesse substituir os deuses no trabalho pesado de mineração, como mostra o trecho abaixo:

Os “deuses” decidiram então criar o homem, para que este se encarregasse do serviço. Ea (ou Enki), deus das águas, deu então o seguinte conselho:

“… que se degolasse um deus e todos os demais deuses se purificassem no banho de seu sangue. E que a sua carne e o seu sangue, Nintu (ou Mami), a deusa-mãe, misturasse um pouco de argila, de maneira a que deus e homem estivessem misturados, constituindo assim uma só carne e um só espírito.”

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ADAPA E O ALIMENTO DA VIDA

A criação homo sapiens não teria sido imediata, sendo precedida de tentativas frustradas, inclusive com a união de outros animais, dando origem a horríveis criaturas. (imagens)

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Segundo os textos antigos (século 14 a.C), o modelo ideal de homem ficou conhecido como Adapa ( o sábio).

Em algumas versões Adapa surge como filho de Ea/Enki e uma mulher humana (filho do homem?), ou seja, um semideus enviado para ensinar as artes e os princípios da civilização. No contexto mitológico, Adapa era considerado o primeiro dos sete sábios AB.GAL.LU (Ab = água, Gal = grande Lu = homem) ou apkallu, interessante que esses sacerdotes tinham funções de batismo e exorcismo, como os padres católicos. 

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Nota 1: A palavra Abgallu sobreviveu até a época de Cristo, como apkallum*, usado para descrever a profissão de um certo tipo de sacerdote . (wiki)

*Correlações: pescadores – sacerdotes – 12 discípulos – 12 signos do Zodiaco criados por Enki – sistema numérico sumério baseado em 12 e 5 (12 x 5=60) – bíblia diz que os anakin tinham 6 dedos em cada mão e pés.

Muitas vezes confunde-se o termo Adapa com Adamu, sendo este último mais propriamente entendido como o protótipo do que viria a ser o humano aperfeiçoado. Adapa é assim descrito no conto “Adapa e o alimento da vida”:

“Ele [Adapa] possuía inteligência.

Seu comando, como o comando de Anu …

Ele [o deus Ea] concedeu-lhe uma orelha grande para revelar o destino da terra, Ele concedeu-lhe sabedoria, mas ele não lhe conceder a vida eterna.

Naqueles DAVs, naqueles anos, o homem sábio de Eridu,

Ea o havia criado como o principal entre os homens,

um homem sábio, cujo comando não deve opor-se,

O prudente, o mais sábio entre os Anunnaki estava ele,

irrepreensível, de mãos limpas, ungido, observador dos estatutos divinos”

Podemos perceber que Adapa representava a mais alta estirpe da humanidade, apesar de estar relacionado à pescaria, sendo chamado inclusive de “ungido” (Χριστός / Khristós em grego!). Também chama a atenção a menção às orelhas grandes, símbolo de sabedoria e longevidade em culturas orientais.

Assim como no gênese bíblico, Adapa teve acesso ao conhecimento, mas não à vida eterna (referência às duas árvores proibidas do jardim do éden).

O fato mais interessante na jornada de Adapa é quando ele é levado à presença do deus Anu, após ter quebrado o vento sul*.

*Correlações: tempestade provocada por Deus contra o barco em que estava Jonas! Adapa é acusado de “quebrar o vento sul”, já o sacrifício de Jonas faz a tempestade se acalmar.

Alegando o perigo de sofrer represálias por parte de Anu, Enki aconselha seu protegido a não aceitar nenhum alimento daquele deus. Após justificar-se devidamente perante a Anu, este oferece à Adapa o alimento da vida, que ingerido o tornaria imortal (sopa de células-tronco? Hehe), mas Adapa recusa obedecendo às orientações de Enki. Curiosamente, no mito bíblico, Jeová expulsa adão e eva do paraíso para que não comam também da árvore da vida:

E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.” Gênesis 3:22

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Muito tempo depois, já no século III a.C,, o sacerdote de Bel /Marduk, Berossus. relata a história de Oannes (sabe-se agora que o nome é a forma grega do babilônico Uanna ou Uan, um nome usado para Adapa em textos a partir da Biblioteca de Assurbanipal – wiki), um ser estranho que ora é retratado como metade homem, metade peixe ou como um homem sob uma manta semelhante a um peixe. Oannes/Uan/Uana, segundo a lenda, teria emergido das águas do Golfo Pérsico para ensinar os princípios da civilização, como artes, matemática e astrologia ao povo daquela região. Oannes permanecia com os humanos durante o dia, mas se retirava para o mar à noite e não comia junto com os nativos.

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Outro ser anfíbio muito semelhante à Oannes foi Dagon que era o deus dos filisteus. O ídolo foi representado na combinação de ambos, homem e peixe.

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O nome “Dagon” é derivado de “dag”, que significa ‘peixe’ e sua presença foi relatada inclusive na bíblia. Apesar de sua forma ser semelhante à Oannes, Dagon possui um caráter um tanto bélico e conquistador, muitas vezes associado ao personagem mítico Ninrod e também Marduk, filho rebelde de Enki.

Abaixo a estátua de Dagon é destruída pelo poder da arca da aliança.

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Fato curioso é a semelhança do nome Dagon e a tribo Dogon, conhecida por reverenciar deuses anfíbios supostamente vindos de Sírius (vide livro O Mistério de Sírius de Robert Temple)

MATSYA – AVATAR DE VISHNU

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No estudo comparado, a trindade suméria seria Anu – Enki – Enlil, correspondendo no hinduísmo à Brahma (criador) – Vishnu (preservador) – Shiva (destruidor), assim Enki/Vishnu é aquele que se manifesta através de avatares quando a humanidade está em crise, sendo Matsya ( o deus peixe ) e Krishna (Cristo?) exemplos de seus avatares.

No conto sumério, Enlil (destruidor) deseja que os seres humanos pereçam no dilúvio, já Enki/Vishnu/Matsya (preservador) se apresenta como protetor da humanidade que ele ajudou a criar.

Nota: Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas (wiki) imagem

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No hinduísmo Matsya muitas vezes é considerado o primeiro avatar de Vishnu e também relacionado à criação do universo. Sua aparência é bem estranha, pois diferente de alguns deuses aquáticos, em vez de ser metade peixe e metade homem, ele parece mais estar saindo da boca de um peixe, o que torna essa iconografia muito semelhante a algumas imagens do mito de Jonas. (imagem)

Na mitologia hindu Matsya é responsável por avisar a Manu sobre uma grande inundação que destruiria toda a vida na terra, da mesma forma que Enki fez com Ziusudra no mito sumério.

Assim como na história bíblica de Noé e no mito sumério, Manu é orientado a construir um barco e colocar nele as sementes da vida (notem o hexagrama na imagem – semente da vida!), com a diferença que nesse caso o próprio avatar trata de conduzir seu protegido até um lugar seguro.

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Outro ponto interessante no mito hindu é que em algumas versões estão presentes no barco conduzido por Matsya sete sábios chamados Saptarishi (saptan = 7 rishis = sábios), o que nos remete aos setes sábios abgallu sumérios. (imagem)

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 JONAS E O GRANDE PEIXE

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A principal ponte entre as lendas dos deuses aquáticos e Jesus está presente no livro bíblico de Jonas, em inglês Jonah e no hebraico Yonah.

Jonas foi um profeta menor que foi incumbido de ir até a cidade de Nínive (terra de Oannes!) para pregar a palavra de Deus e aconselhar o arrependimento daquele povo de seus pecados, sob pena de perecer pela ira de Deus. Jonas desobedece a ordem e pega “carona” num barco em direção contrária. Deus então cria uma tempestade em represália a atitude de Jonas:

“Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.” Jonas 1:4

Nota: Essa passagem lembra bastante o episódio que fez o barco de Adapa virar.

Após, ser descoberto pelos tripulantes do navio e jogado ao mar para que Deus acalmasse a tempestade, este envia um grande peixe para resgatar o profeta, que permanece três dias e três noites na barriga do peixe até ser “cuspido” em Nínive. (imagem)

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Nínive era inimiga do povo hebreu, mesmo assim a cidade cedeu à pregação de Jonas e o povo foi poupado de ser aniquilado. Pesquisadores especulam que Jonas aparecendo do mar poderia ter sido considerado um enviado de Dagon, deus respeitado na região.

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JOÃO – NOME OU TÍTULO DE HOMENS ESPECIAIS?

Apesar de não haver aparente relação linguística entre os nomes, pois Jonas/ Yonah em hebraico significa pomba (inglês: dove), é interessante notar as semelhanças que nos permitem fazer a ligação com outras histórias, vejamos:

Correlações: Adapa/Uan/Uanna/Oannes – Jonas/ Yonah – Ioannes – Johanes – Yonahan – Johnathan – Jhon.

“Ioannes passa a ser um dos dois nomes gregos usados indistintamente em todo o Novo Testamento grego para representar o nome hebraico Yonah (Jonas), que por sua vez, parece ser um apelido para Yohanan (a partir do qual obtemos o nome Inglês John).(Veja João 1:42; 21:15 e Mateus 16:17.) Por outro lado, tanto Ioannes e Ionas (a outra palavra grega para Jonah usada no Novo Testamento) são usados indistintamente para representar o nome hebraico Yohanan na Septuaginta grega , que é a tradução grega do Antigo Testamento hebraico”*

*O nome João tem sua origem etimológica direta no latimIoannes que, por sua vez, é derivado do grego Ιωάννης (Ioánnis). Todavia a origem etimológica primitiva encontra-se na língua hebraica יוחנן (Yôḥānān), forma reduzida de יהוחנן (Yəhôḥānān). (wiki)

Conforme mencionado anteriormente os sábios apkallu e sacerdotes de Adapa/Uanna praticavam o batismo e o exorcismo. João Batista era conhecido como uma pessoa de grande magnetismo pessoal, sendo que no momento em que batizava Jesus uma pomba (Yonah)* surgiu representando o espírito santo.

Por “coincidência” o batismo de Cristo é tradicionalmente comemorado em 13 de janeiro, com o sol no último decanato de Capricórnio, justamente um dos signos relacionados ao deus Enki.

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*Aqui peço licença para abrir um adendo sumamente interessante.

Jonas – Yonah – pomba – Yoni – Vagina – Vesica Piscis – Dove – Deusas

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Jesus e o Cristianismo são até hoje associados à figura conhecida como vesica piscis, um símbolo com grande significado na geometria sagrada representando entre outras coisas o princípio feminino, a dualidade e o útero universal de onde o mundo veio à existência:

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“Os primeiros cristãos usaram o peixe como um sinal de reconhecimento de sua religião. Ele também é identificado como o “Ichthus”, um acrônimo do grego, “Iesous Christos Theou Uios Soter”, ou “Jesus Cristo, o Filho de Deus, Salvador”. Dicionário de Inglês Oxford (CE) define “íctica” como “de, pertencente a, ou característica de peixes; mundo do peixe em todas as suas ordens.” (imagem)

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 Reparem que o símbolo do signo de peixes é uma alteração da vesica.

Acontece que o símbolo ostentado pelos cristãos tem raízes no paganismo e está intimamente ligado aos cultos de fertilidade antigos, sendo uma representação estilizada da vagina.

Coincidência ou não, na Índia a vulva/vagina é conhecida como Yoni, que nos remete ao nome Yonah/Pomba/Dove em hebraico, sendo o termo “pomba” um dos “apelidos” da vagina em países de língua portuguesa!

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Em muitas imagens sacras, Jesus está dentro da vesica e muitos portais de igreja tem esse formato, como se fizesse uma alusão ao lugar da maternidade, o princípio feminino materno, etc.

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Somando-se a isso, temos o fato de que a pomba está relacionada a várias divindades femininas importantes, deusas ligadas aos cultos de fertilidade e sexo. As deusas Atargatis , Ishtar , Inana , Astarte e Afrodite estão todas representadas com as pombas. A lendária rainha Semiramisfoi alçada por pombas. Na Epopéia de Gilgamesh, a pomba foi liberado para procurar o fim do dilúvio.

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No Judaísmo primitivo acreditava-se que Jeová possuía uma consorte chamada Asherah (imagem), da mesma forma que em muitas culturas cada deus tem sua contraparte feminina, sua Shakti como, por exemplo, Shiva e Parvati. 

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Ainda no judaísmo temos a palavra feminina Shekinah que pode ser entendida como a glória de Deus, o poder ativo do Senhor, divina presença (Espírito Santo).

Provavelmente o caráter patriarcal judaico-cristão procurou dissociar o chamado espírito santo como figura feminina da trindade, preferindo transferir esse culto para uma figura coadjuvante, mas ainda essencial, no caso a virgem Maria.

As semelhanças entre João Batista e os emissários do deus Enki como Oannes, não se resumem apenas no nome. Assim como Jonas em Nínive, sua missão era pregar o arrependimento dos pecados e seu elemento era a água:

Em Occidental Mythology, Joseph Campbell, afirma: “O rito do batismo (veio) a partir da antiga cidade templo sumério de Eridu, de … Ea,” Deus da Casa de Água “

João Batista foi várias vezes relacionado ao profeta Elias, inclusive pelo próprio Jesus. Segundo a bíblia, Elias foi levado por um carro de fogo aos céus e nunca mais voltou (abduzido).

Os mitos dizem que Oannes não se alimentava com os humanos, preferindo se afastar nesses momentos, de forma semelhante, João Batista tinha uma alimentação diferente baseada em gafanhotos e mel.

No evangelho de Lucas existe o relato da infância de João, apresentando-o como o filho de Zacarias (ou Zacharias), um homem velho, e sua esposa Elizabeth (Elisabeth), que era estéril, ou seja, uma vez mais temos um nascimento “milagroso”

JESUS, O FILHO DO HOMEM

“Um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no” Lucas 22:10

Não é muito difícil fazer paralelos entre a história do Jesus bíblico com os mitos dos deuses aquáticos, e por consequência com o mais antigo deles: Enki.

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Como dito antes, Jesus teria começado seu “ministério” após ser batizado por um provável apkallu com a confirmação e benção do pai ou mãe dos céus (Anu?Inanna? Ninhursag?). Jesus viveu entre pescadores, acalmou tempestades, andou sobre a água, atraiu e multiplicou peixes, expulsou demônios, e, diz a lenda, desenhou um peixe na areia no episódio do apedrejamento, ou seja, ele teria pleno domínio sobre o mar e seus mistérios. 

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Em algumas frases atribuídas à Jesus, podemos notar referências aos textos citados anteriormente como:

“sede prudentes como as serpentes (símbolo do deus Enki), mas simples como as pombas/Yonah” e;

“Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. De fato, assim como Jonas passou 3 dias e 3 noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem passará 3 dias e 3 noites no seio da terra”. (Mateus 12:38, 40)

Um dos fatores que mais aproxima a história de Jesus e a mitologia suméria é o aspecto astronômico/astrológico.

Diz-se que foi Enki quem delimitou os céus criando, inclusive os 12 signos do zodíaco, o que nos remete aos 12 discípulos tendo Jesus como representando o sol.

O nascimento de Jesus, segundo a tradição esotérica, se deu na transição entre as eras de áries e peixes, e talvez daí venha a ideia do sacrifício do cordeiro (áries) de Deus. De acordo com a teoria de Sitchin, a era de áries foi reivindicada por Marduk, filho de Enki.

Em seguida a era de peixes temos a era de aquário, “por acaso” outro símbolo de Enki. Alguns entusiastas da teoria dos deuses anunnaki acreditam que Enki retornaria de alguma forma na era de aquário (ou quem sabe na forma de um outro avatar).

Interessante notar que a segunda vinda de Jesus, descrita no livro do Apocalipse, tem sua autoria atribuída a outro João (Ioannes!), dessa vez um dos evangelistas e também apóstolo.

O Evangelho de João é considerado como tendo forte influência gnóstica, ou seja, possui elementos de uma sabedoria profunda (e essa sabedoria é uma característica marcante dos abgallu/aplkallu). É desse evangelho a famosa frase “No princípio era o verbo…”.

O Evangelho de João em seus primeiros capítulos já faz menção ao seu homônimo João Batista e seu encontro com Jesus. Segundo a tradição cristã, João Evangelista era muito próximo de Jesus, o que causava certa inveja nos outros do grupo.

João é justamente a figura emblemática ao lado de Jesus no famoso quadro A Santa Ceia.( Algumas teorias afirmam que se trata de Maria Madalena na verdade)

Existe, inclusive uma controvérsia sobre o destino final de João, alegando que ele não teria morrido, mas ficaria vivo até a segunda vinda de Jesus. Teria João comido da árvore da vida? Afinal os apkallu aparecem nas imagens guardando a árvore!

Podemos especular que a grande função desses emissários seria trazer mensagens com o propósito de reestabelecer o ensinamento original sobre as potencialidades humanas. Conhecimento este monopolizado pelas instituições corrompidas, provavelmente por outros anunnakis.

Cabe ressaltar que os apkallu não eram bem vistos por todos os deuses, como demonstra o texto a seguir:

“Por alguma razão os Apkallu também representam arrogância. Um texto bilíngue de Nínive registra como cada um conseguiu irritar um deus importante para que eles fossem banidos ao Apsu para sempre. Assim como nas outras cosmologias de Eridu referidas anteriormente, o potencial criativo e da sabedoria do Apsu e suas criaturas são vistas como perigoso e subversivo …”

Quem é o vilão do Apocalipse?

Como que fechando um grande ciclo, o livro do Apocalipse atribuído a João fala da queda da Babilônia (reino de Marduk), centro de blasfêmias e iniquidades, como também era a Nínive da história de Jonas, cidade localizada na mesma região.

A figura que relata os eventos do apocalipse para João afirma ser o alfa e o ômega, o primeiro e o último, e possui sete estrelas em sua destra. Adapa, muitas vezes foi considerando o primeiro e mais importante dos sete apkallu, e não seria de estranhar que estivesse voltando para inaugurar a era de Aquário (Enki). O texto inclusive diz:

“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” Apocalipse 2:7

Também é interessante notar que a luta se dá entre o cordeiro (Marduk/Áries?) e o dragão/serpente (Enki?):

“ Então a serpente fez jorrar da sua boca água como um rio, para alcançar a mulher e arrastá-la com a correnteza. “

Não é novidade que a igreja católica e seus rituais tem clara influência na mitologia suméria e babilônica, mas tudo indica que os preceitos protegidos pelos grandes sábios da água foram corrompidos logo no início do cristianismo, restando apenas a “casca”.

Algumas correntes afirmam que a Igreja Católica como instituição representa a grande prostituta da Babilônia (e aí voltamos, a Inanna, Ishtar, pombas, sexo sagrado, etc) aquele que se corrompeu com os reis da Terra e se embriagou com o sangue dos mártires cristãos (os apkallu??), mas isso será o assunto de outra matéria. Até lá!

Fonte: Jorge Melo, Estudante de Teosofia
Editado por: Arquivo X do Brasil

 

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