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fev 05 2017

Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães – A História Oculta [Parte 5]

Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães – Kenedy / Von Braun.
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No setor de misseis balísticos, destacou-se o famoso físico Werner Von Braun. Os famosos misseis V1 e V2 eram , para a década de 40, algo totalmente irreal e fora do comum. As pessoas ao verem misseis desses atingirem suas cidades achavam serem coisas de outros planetas, principalmente em Londres. Um projeto pouco divulgado fora o Hochdruchkannone V3 , ou Projeto V3.

Tal ambicioso projeto era de uma espécie de lançadores de diversos misseis capazes de jogar 600 toneladas de explosivos em Londres por dia. Em apenas uma noite, Londres teria 70% de sua cidade destruída. O Projeto foi destruído por bombardeiros americanos em Mimmoyecques, Norte da França banhando o canal da Mancha. Com o fim da 2GM, …

Werner Von Braun foi transferido pelo governo norte americano para trabalhar em um futuro “projeto espacial”. Na Guerra Fria, o mesmo foi responsável pela criação do programa Apolo 11 que colocou o homem na lua.

Dentre outros projetos dos nazistas, o mais conhecido esta o Messerchmidt 262, o primeiro caça-jato do mundo. Chegando a atuar em combate e tendo um desempenho destruidor, em 2 noites de 1944, 100 aviões da RAF foram abatidos por 5 ME-262 !! Outros protótipo famoso foi o Me 163 Komet.

Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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O “Pequeno Jumbo” ou “Jumbinho” apelidade pelos ingleses, chegava a 320 km/h, podendo chegar a uma altura máxima de 12,000 m de altitude. Devido a uma imensidão de problemas, o projeto do jatinho teve que ser abandonado devido a problemas de combustível de de controle no ar. Os 2 projetos foram roubados pelos aliados em 45.

Os projetos extremamente pouco divulgados, foram as tecnologias exclusivas dos nazistas.

Foram eles que criaram o primeiro sistema infravermelho para armamentos.

O sistema consistia de um “canhão de luz” que soltava luz negra, onde a luz refletia, era possível, através de uma scope, observar o local refletido formado com uma película fosforescente verde em ambientes noturnos.

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Tal projeto fora roubado pelos americanos e utilizado durante a guerra da coreia em 1953. Devido ao tamanho do equipamento, os norte americanos desenvolveram equipamentos menores, tal como conhecemos as visões noturnas de hoje.

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Soldado utilizando o sistema noturno em uma STG 44- luneta de cima reflete luz negra, a de baixo capta a imagem.

Estima-se que 30% das tecnologias nazistas expropriadas pelos americanos e/ou ainda não divulgadas estão tecnologias fora-do-padrão físico, ou seja, sejam tecnologias extremamente avançadas as quais a física não conseguiria explicar devido a provas e materiais terrestres.

Tal Caso são os famosos “OVNI” Haunebu e Vril. Certos documentos da Luftwaffe começaram a aparecer em 1948 com projetos ambiciosos de discos voadores em formato cilíndrico e de disco(os mais famosos).

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Muitas fotos da época mostravam esses discos sobrevoando campos abertos e em alturas bem altas. Testemunhas oculares diziam que tais objetos conseguiam se movimentar verticalmente e horizontalmente sem quaisquer dificuldades.

A grande especulação é que parte dessas fotos , 70% , foram forjadas e tratam-se de farsas. Porém, muitas dessas foram tomadas pelos governos norte americano e britânico.

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Na década de 60, um vídeo mostrava americanos transportando um disco gigantesco em um Hangar da USAF, United States Air Force (Força Aérea dos EUA)

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Supostas” imagens do Haunebu – O que supostamente seria uma fraude, começa a se tornar uma verdade inconveniente para certos governos que escondem suas tecnologias.

OVNI AMERICANO

É de espantar que, quase a totalidade dessas tecnologias hoje estejam nas mãos de outros países e foram roubadas para fins não-pacíficos.

Parte dessas tecnologias hoje esta sendo usadas para o desenvolvimento de novas armas que irão, num futuro não tão distante, em novas guerras, que são fomentadas pela ambição de políticos e militares de alto comando para a aniquilação da humanidade.

Vale em tal ocasião a frase de Mahatma Ghandi: “Olho por olho e o mundo acabará cego.”

Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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É durante os conflitos armados que podemos observar os maiores avanços na tecnologia.

A motivação extra para ganhar e a investigação em algumas áreas, leva a progressos extraordinários que, não fossem o esforço de guerra, levariam décadas a serem alcançados.

A Segunda grande guerra mundial não foi uma excepção.

Alguns dos mais notórios avanços, tiveram a sua génese na investigação alemã durante este conflito, como por exemplo, o programa espacial Russo e Americano na década de 60.

A maior parte de nós já assistiu a programas sobre as armas secretas do regime nazi que, se tivessem entrado em cena noutro momento, poderiam ter invertido o rumo e o desfecho da segunda grande guerra mundial. A Alemanha desde muito cedo que se assumiu como uma nação cientificamente superior, o que lhe valeu um avanço significativo na tecnologia militar utilizada nas primeiras fases do conflito.

Talvez por pensar que a guerra já estava ganha, Hitler colocou uma menor ênfase no desenvolvimento bélico ao longo do guerra, o que acabou por se verificar decisivo na fase final. Quando a maré se inverteu, a Alemanha voltou novamente a virar-se para a investigação de armas altamente sofisticadas, num acto desesperado de voltar a virar o rumo do conflito.

Essas armas extraordinárias ou “wunderwaffe” chegaram já tarde demais ao teatro de guerra mas, e se tivessem chegado mais cedo?

Outras armas MUITO interessantes

Visão Vampiro – Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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WunderWaffe 1 – Visão Vampiro – A Sturmgewehr 44 foi o primeiro rifle de assalto, similar às modernas M-16 e Kalashnikov AK-47. O ZG 1229, também conhecido pelo nome código vampiro, podira ser utilizado por sinppers à noite, através da sua visão por infra-vermelhos. Foi utilizada nos últimos meses da guerra.

Tanques Super-Pesados – Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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WunderWaffe 2 – Tanques Super-Pesados – Os engenheiros Alemães trabalharam em inúmeros desenhos de tanques super-pesados e o Panzerkampfwagen VIII Maus foi o modelo mais pesado a ser feito em protótipo durante a Guerra. Este tanque pesava cerca de 180 toneladas.

Tanques Super-Pesados – Bear – Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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Tanques Super-Pesados – Bear – Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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A versão Bear com 1.500 toneladas carregava dois canhões de 800mm e dois auxiliares de 150mm em torres rotativas atrás.

Para locomover esta gigantesca estrutura eram necessários quatro motores diesel de submarino U-boat.

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Propulsionada a jacto, as V-1 começaram a ser lançadas logo depois do dia D, a 13 de Junho de 1944.

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WunderWaffe 4 – O primeiro ICBM – missil balístico inter continental

Sucessor da v-1, a V-2 foi o primeiro objecto feito pelo homem a alcançar o voo espacial sub-orbital. Viajando a velocidades que alcançavam os 4.000 km/h, era impossível de interceptar e alcançava o alvo mais rápido que a velocidade do som. 
Os Foguetes V-2 possuíam um grau de sofisticação elevado para a época, o que os tornava caros face ao poder destrutivo da sua pequena ogiva convencional.

Eram lançados a partir de estações móveis, e quando utilizados contra os civis na cidade de Londres, lançaram o medo e pânico entre a população.

Cerca de 3.000 V-2 foram disparadas contra os aliados, matando cerca de 7.000 civis e militares, somente cessando o lançamento quando as forças do Reich foram obrigadas a recuar para além do alcance da arma. Se os alemães tivessem tido mais tempo, o rumo da guerra poderia ser bem diferente, pois o programa em curso incluía ogivas nucleares (em desenvolvimento) ou opções químicas e biológicas que nunca chegaram a ser utilizadas.

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WunderWaffe 5 – O avião com propulsão a Jacto (Messerschmitt Me 262)

A aplicabilidade do propulsor a jacto a um avião militar, foi também um dos muitos caminhos percorridos pela máquina militar Alemã.

Os engenheiros, para além de desenharem o modelo e protótipo, criaram condições para que este entrasse ao serviço antes do final da guerra mas, não em número suficiente que mudasse o curso da mesma a favor da Alemanha.

O Messerschmitt Me 262 apesar de incrivelmente avançado, tinha ainda prestações pobres em combate por não estar substancialmente desenvolvido. Apesar disso, o Me262 reclamou mais de 500 vitórias, perdendo-se 100 aeronaves Alemãs.

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Messerschmitt Me 163 – propulsionado a motores de foguete

Como sucessor do Me 262 estava a ser projectado o Ta-183 que somente foi testado em túneis de vento à data do termo do conflito. Curiosamente, anos mais tarde os Soviéticos projetaram um versátil caça de combate, o temível MIG-15, cujas semelhanças com o protótipo Alemão, apesar de categoricamente desmentido pelo regime soviético, são por demais evidentes. 

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Protótipo Alemão do Ta-183

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Mikoyan-Gurevich MiG-15 

WunderWaffe 6 – Bombardeiro Sub-Orbital – Silbervogel, ou Silverbird, era um bombardeiro táctico sub-orbital propulcionado por foguetes. Chegou a ser testado em túnel de vento mas não foi fabricado nenhum protótipo. É, no entanto, um gigantesco passo em termos de engenharia e visão de futuro, antevendo toda uma linha de veículos espaciais, como o Space Shuttle.
Os cientistas Alemães acreditavam que o Pássaro Prateado poderia atravessar todo o atlantico com uma carga de 4.000 Kg, alcançando o continente Americano. O voo seria feito sem escalas, pousando no Pacífico, em território Japonês. 

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WunderWaffe 7 – Asa Voadora (Horten H1) – A asa voadora é uma aeronave de asa fixa que não possui nenhuma fuselagem. Todo o equipamento e tripulação é colocado dentro da estrutura principal da asa. Teoricamente, a “asa” é o avião mais eficiente do ponto de vista da aerodinâmica e peso estrutural. Argumenta-se que a ausência de quaisquer componentes externos e o poder elevatório da própria estrutura, proporcionam esse benefício. No entanto, como se tem vindo a provar ao longo dos anos, a complexidade e custo desta configuração é muito grande, permitindo que tenha uma aplicabilidade prática algo limitada na aeronáutica civil moderna. O Horten H1, voou pela primeira vez em 1944. Depois da guerra, muitos protótipos surgiram com base na investigação Alemã.

Muitas outras armas fantásticas foram produzidas e testadas na tentativa de alcançar vantagem militar, nomeadamente, o helicóptero moderno, o canhão solar – que faria convergir os raios solares por forma a derreter aviões, máquina de Vortices – destinada criar tornados artificiais, ou o canhão de ar – que criaria condições atmosféricas impraticáveis para os aviões aliados.

Algumas destas tecnologias militares Alemãs permitiram que na última metade do século XX os Estados Unidos e a União Soviética protagonizassem uma gigantesca corrida às armas, aperfeiçoando muitos dos conceitos criados em primeira mão pela Alemanha. Outras, foram utilizadas para outros fins, mais bem pacíficos.

As Bases Secretas Alemãs do Pólo Sul

Bases Secretas Alemãs do Pólo Sul – Hitler, Armas Secretas e os OVNIS alemães.
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Ao lado a Insignia da expedição alemã à Nova Suávia. Um dos maiores mistérios da Segunda Guerra Mundial é o desesperado desenvolvimento de um tão grande número de armas secretas já quando a guerra estava definitivamente perdida. Alguns acreditam que os nazis – confrontados com a derrota eminente – estavam a construir um exército que lhes permitiria continuar a guerra noutras paragens do globo. Alguns acreditam que se tratava do Reduto Alpino, uma gigantesca série de subterrâneos ligados entre si para onde Hitler retiraria assim que a situação em Berlim fosse insustentável, outros, menos prosaicos, julgam que esse último Reduto era no Pólo Sul.

O interesse pelo Pólo Sul por parte da Alemanha nazi remonta praticamente ao momento da sua chegada ao poder. Já em 1938, Hitler tinha enviado o Capitão Alfred Richter para o Pólo Sul. Nessa expedição – longa de três semanas – dois hidroaviões foram lançados do navio Schwabenland (baptizado expressamente para essa missão) sobre os territórios que na altura a Noruega reivindicada sob o nome de Queen Maud Land. A expedição aprofundou os conhecimentos sobre essa região do Pólo, cobrindo uma área de 370.070 km2, fotografando quase metade dessa área. Para demarcarem esse território, os hidroaviões lançaram nessa área algumas centenas de pequenas marcas de metal com a suástica e com um esporão de modo a que ao cairem ficassem cravadas verticalmente no gelo. Ao mesmo tempo esse território era reclamado para a Alemanha.

Já depois do começo do conflito, em 1940, dois baleeiros noruegeses foram capturados pelos fusileiros do navio corsário alemão Pinguin quando estavam atracados na Queen Maud Land. Pouco depois o mesmo sucederia com toda a frota. Entre 1940 e 1941 esse navio corsário afundaria uma tonelagem total de mais de 135.000 toneladas em cargueiros aliados, até que em Maio de 1941 seria perseguido e afundado pelo H.M.S. Cornwall da marinha britânica. Mas os seus irmãos gémeos, o Komet e o Atlantis continuaram em operação até ao fim da guerra naquelas mesmas águas.

Existem testemunhos da actividade de submarinos alemães nos mares do sul pelo menos até 1947. Como se conseguiriam abastecer? Pilhavam os navios que capturavam e depois afundavam? Ou usavam algumas instalações secretas construídas durante a guerra no Pólo?

Segundo um já citado artigo da revista “Brisant”, em Abril de 1945, dois cargueiros submarinos, o U-530 e o U-977 partiram do porto báltico de Kiel transportando membros das equipas que trabalhavam com no “Projekt Saucer”, planos e componentes para aeronaves discóides. Depois de abastecerem em Christiansund a 26 teriam descarregado na Neuschwabenland. A 17 de Agosto de 1945, os submarinos terminariam a sua viagem na Argentina. Um ano depois desse interrogatório os EUA organizavam a maior – até então – expedição ao Pólo Sul sob o publico propósito de “circumnavegar a costa Antártida de 16.000 milhas e mapeá-la.” Tratava-se da Operação Highjump, comandada pelo experiente Almirante Richard Evelyn com 13 navios, 2 navios com hidroaviões, 1 porta-aviões, 6 transportes R4D, 6 hidroaviões Martin PBM, 6 helicópteros, agrupando mais de 4.000 homens. A força militar reunida para este efeito era sem dúvida espantosa, especialmente se considerarmos que se tratava de uma expedição científica e que a guerra já tinha terminado.

É certo que no final do conflito, o exército dos EUA tinha pessoal e equipamento em excesso e que podia reunir facilmente esses meios, mas estranha-se ainda mais que o primeiro ponto da costa da Antártida tocado pela expedição fosse precisamente a Neuschwabenland, a 27 de Janeiro de 1947, dividindo-se então em três. O relatório oficial da Operação Highjump afirma o seu completo sucesso, escrevendo-se nomeadamente que reuniu mais informação sobre o Antártico do que aquela que era previamente conhecida. Mas relatos que chegaram à imprensa afirmam que a expedição sofreu várias baixas logo no primeiro dia em que tocaram a Neuschwabenland, que quatro dos seis hidroaviões desapareceram e que embora a expedição devesse demorar cerca de 6 meses, regressou aos EUA ao fim de apenas algumas semanas, em Fevereiro de 1947. Ainda mais intrigante foi a declaração proferida pelo Almirante Evelyn a um repórter: “necessary for the USA to take defensive actions against enemy air fighters wich come from the polar regions”, caças de natureza nunca especificada. É certo que com o advento da Guerra Fria, e numa fase em que ainda não existiam misseis intercontinentais, o trânsito pelo Pólo Norte era a via mais curta para os bombardeiros soviéticos atacarem a América do Norte. Evelyn podia referir-se a esse Pólo. Mas a entrevista abordava ao tema da sua expedição à Antártida. Então que “caças inimigos” seriam esses?

Partindo da hipótese que os dois submarinos que aportaram na Argentina (facto comprovado) foram abastecer alguma base secreta alemã no Pólo, como se explica que tenham aportado à Argentina, arriscando assim a captura? Existem várias explicações:
1) as suas tripulações podem ter optado por não ficarem nas certamente lacónicas instalações polares em condições bastante adversas e com recursos escassos;

2) a própria chefia dessas hipotéticas instalações perante a impossibilidade física de acolher os tripulantes pode ter optado por enviá-los para a Argentina;

3) os dois cargueiros podiam estar em busca de mantimentos e os interrogatórios aos tripulantes afirmam que estes esperavam acostar a uma Argentina amigável (aliás, a Argentina estivera prestes a alinhar com a Alemanha no começo da Guerra).
Existe outra questão quanto a estes dois cargueiros submarinos: Se partiram de Christiansund a 26 de Abril de 1945 e se aportaram no Mar da Prata só em 17 de Agosto, onde estiveram durante esse período? Segundo o comandante do U-977, o Capitão Heinz Schaeffer, a sua missão era a de patrulhar o Atlântico Sul e quando estavam em Christiansund tinham ouvido pela rádio as notícias da rendição alemã. Confrontado perante a perspectiva de uma longa permanência nos campos de prisioneiros aliados, o comandante deu aos seus tripulantes a opção de serem deixados nas praias da Noruega ou de tentarem rumar até à Argentina, onde esperavam cobertura para poderem “desaparecer”, à semelhança do que preparavam tantos líderes nazis. Alguns tripulantes optaram por desembarcar na Noruega, o que ocupou o submarino nessas paragens até 10 de Maio. Após o que imergiram e – sempre sem subirem até à superfície – atravessaram o Mar do Norte, o Canal da Mancha,

A Península Ibérica, a costa ocidental africana até sessenta e seis dias depois emergirem finalmente em pleno Atlântico. Dias depois desembarcavam para recolha de mantimentos na Ilha Branca do arquipélago de Cabo Verde. Depois de tornarem a zarpar camuflaram o submarino colocando-lhe velas falsas de modo a que ao longe parecesse um vulgar veleiro. Só quando se aproximavam do Rio de Janeiro é que pela radio souberam que o U-530 tinha, à semelhança do que pretendiam fazer, aportado no Rio da Prata e que a sua tripulação tinha sido capturada e entregue aos EUA. Sem outra alternativa, acabaram por decidir seguir-lhe o exemplo e a 17 de Agosto aportavam também eles no Mar da Prata, onde eram também capturados. Foi esta a história contada por Schraffer quando as autoridades militares argentinas lhe colocaram três questões: 1) Onde tinha estado o U-977 quando o cargueiro brasileiro Babia era afundado? 2) Porque é que o U-977 só tinha aportado à Argentina 4 meses depois do fim da guerra? e 3) O U-977 tinha levado alguém de “importância política” até à Argentina? Schraffer respondeu que nunca estivera na região onde o Babia fora torpedeado, justificara a demora com a história acima narrada e afirmara nunca ter transportado ninguém de de “importância política”.

Semanas depois, uma comissão anglo-americana desembarcava na Argentina e submetia o comandante a um interrogatório mais apertado. Os enviados americanos insistiram na presença ou não de Hitler e Martin Bormann no submarino, e se tinham sido levados para a Patagónia ou para alguma base secreta na Antártida. Perante as repetidas negativas de Schraffer e do comandante do U-530, Otto Wehrmut, estes foram encerrados num campo de prisioneiros perto de Washington para novas sessões de interrogatórios. Por fim, os americanos cansar-se-iam e entregariam os dois militares aos britânicos que em Antuérpia conduziriam as suas próprias sessões de interrogatórios durante meses, igualmente sem conseguirem obter dos comandantes alemães outras respostas. Finalmente libertado, Schaeffer regressaria à Alemanha, mas por pouco tempo visto que meses depois partiria para a Argentina, onde juntaria à grande colónia alemã nesse país sul-americano.

A história do U-977 levantam uma série de questões intrigantes: Desde logo, o que teria levado os comissários aliados a acreditar que Bormann ou Hitler pudessem estar numa base alemã no Pólo Sul? Por outro lado, Schaeffer dificilmente pode ser considerado apenas “mais um” oficial alemão capturado, para além de todas as questões envolvendo a captura do U-977, o capitão também tinha passado boa parte da sua carreira protegendo os centros experimentais de Regen e Peenemunde, para o que merecera certamente uma alta classificação de segurança, o que também explicava a sua inclusão no selecto grupo de oficiais alemães que primeiro testou os novos submarinos Tipo XXI. Adicionalmente, Schaeffer não estava no Atlântico Sul pela primeira vez, tendo realizado diversas missões nessa região. Mas a permanência debaixo de água por 66 dias do U-977 também levanta algumas dúvidas. O sistema de Schnorkel permitia efectivamente que os motores e a tripulação recebessem ar por esse meio, mas só poderia obter o combustível necessário se se abastecesse pelo menos duas vezes num tanque, dos quais a Alemanha manteve alguns entre a Antártida e Gibraltar. Esses tanques submarinos com as suas 2.000 toneladas de combustível transportado podiam alimentar até 10 U-boats.

Quando à construção de instalações subterrâneas na Neuschwabenland, não existem dúvidas sobre a capacidade técnica da Alemanha para as construir nesse território. As construções subterrâneas alemãs na Europa assumiram proporções gigantescas e os trabalhadores e materiais poderiam ter sido discretamente transportados em cargueiros submarinos (como o U-977 e o U-530) até ao Pólo Sul. Quanto ao secretismo, recordemo-nos que as enormes fábricas subterrâneas do Harz só foram descobertas depois da guerra, pelo que instalações muito mais secretas, mais remotas e bastante menores tinham todas as possibilidades de permanecerem secretas durante todo o tempo necessário.

Embora seja provável que a um dado momento a Alemanha tenha construído algum tipo de instalações secretas na Antártida, não parece crível que essas instalações tenham alguma vez atingido as dimensões gigantescas que autores como M. K. Jessup defendem. Alías, a credibilidade das afirmações deste autor é imediatamente posta em causa quando o mesmo paralelamente à existência de bases alemãs no Gran Chaco, na Patagónia e na Antártida defende que os melhores cientistas alemães se teriam refugiado em imensas cavernas sob o solo da Lua.

Base de Ovnis Nazistas secreta na Antártida (Espanhol)

 

Fonte: O Arquivo
Editado por: Arquivo X do Brasil

 
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