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fev 20 2017

O Caso Frederick Valentich

O piloto civil Frederick Paul Valentich e seu Cessna 182-L.
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No terceiro sábado de outubro de 1978, dia 21, o piloto civil Frederick Paul Valentich decidiu realizar um voo para tratar de assuntos particulares, com o seu Cessna 182-L, partindo do Aeroporto de Moorabbin, em Victória, para a Ilha de King, na costa da Austrália. Valentich planejou o seu voo antecipadamente e programou passar sobre o chamado Cabo Otway, prestes a atingir o Estreito de Bass. Como piloto experiente, já realizou este trajeto dezenas de vezes, e já havia acumulado uma quantidade significativa de horas de voo, tanto noturnas quanto diurnas. Seu avião deixou o aeroporto de Moorabbin precisamente às 18:19hs, sendo que o voo todo, na ida, não tomaria mais que 90 minutos, para uma chegada prevista para às 19:50. Quando decolou, ainda faltavam cerca de 30 minutos para o pôr do sol.

Quando passava sobre o Cabo Otway, Valentich comunicou-se com a torre de controle aéreo, por volta das 19:00hs, informando que se encontrava à cerca de 4.500 pés de altura, sobre o mar. Nesta ocasião, as condições de tempo estavam perfeitas, com ventos bem suaves, ar morno e céu sem qualquer nuvem.

Já ingressando no escuro da noite que se aproximava, Valentich, justamente às 19:06 hs, comunicou-se com a torre de controle, com a voz calma e sem demonstrar qualquer distúrbio, perguntando ao controlador em operações sobre estranhas luzes que via a alguns quilômetros a sua frente. O controlador disse desconhecer do que se tratavam tais luzes e passou-se então uma conversa entre ambos que, ao cabo de poucos minutos, resultaria no desaparecimento total, completo e sem qualquer vestígio tanto do piloto quanto do avião. Toda a conversa está gravada em 53 minutos de fita em poder do Departamento de Transportes (DOT) da Austrália.

Mapa do Local próximo a Melbourne.
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A fita após muita insistência da família do piloto desaparecido e da imprensa do mundo, foi liberada com ligeiros cortes. Nela aparecem detalhes sobre as luzes observadas por Valentich e que, sem que esse imaginasse, o levaria para nunca mais retornar, tragicamente incluindo-o numa lista de mais de 30 pessoas desaparecidas somente em aviões, após observarem um UFO.

Abaixo está a transcrição da conversa entre o piloto Frederick Valentich (FV) e a torre de controle (TC).

19:06:44 – FV: Melbourne, aqui é Delta Sierra Juliete. Há algum tráfego abaixo de mim a 5 mil?
C: Delta Sierra Juliete, não há nenhum tráfego conhecido.
FV: Delta Sierra Juliete, aqui. Parece ser uma grande aeronave abaixo de mim 5 mil.

19:06:44 – C: Delta Sierra Juliete, que tipo de aeronave é essa?
FV: Delta Sierra Juliete, aqui. Eu não posso precisar. Apresenta 4 luzes. É como as luzes de pouso de uma aeronave.

19:07:00 – C: Delta Sierra Juliete.

19:07:31 – FV: Melbourne, aqui Delta Sierra Juliete. A aeronave acaba de passar sobre mim a pelo menos mil pés. 
C: Delta Sierra Juliete, “roger”. E é uma grande aeronave? Confirme?
FV: Desconheço devido à sua velocidade. Existe alguma aeronave da Força Aérea nas vizinhanças?
C: Delta Sierra Juliete. Não há nenhum tráfego nas vizinhanças.

19:08:18 – FV: Melbourne, está se aproximando agora, vindo do leste na minha direção.
C: Delta Sierra Juliete

19:08:41 – (…) microfone ficou aberto por 2 segundos.

19:08:48 – FV: Delta Sierra Juliete, aqui. Me parece que a coisa está jogando algum tipo de jogo. Está voando duas ou três vezes a velocidade que eu não posso identificar.

19:09:00 – C: Delta Sierra Juliete, “roger”. Qual o seu nível atual? 
V: Meu nível atual é 4,5 mil; 4,5,0,0.

C: Delta Sierra Juliete. E você confirma que não pode identificar a aeronave?
FV: Afirmativo
C: Delta Sierra Juliete, “roger”. Aguarde.

Ilustração do fato com o Piloto.
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19:09:27 – FV: Melbourne, aqui Delta Sierra Juliete. Aquilo não é uma aeronave; aquilo está…(microfone aberto por 2 segundos)

19:09:42 – C: Delta Sierra Juliete, você pode descrever a aeronave/
V: Delta Sierra Juliete, aqui. Quando passa, parece ser enorme, comprido…(microfone aberto por mais 3 segundos); não posso identificar mais que…aquilo é muito rápido; (microfone aberto por mais 3 segundos)…está bem na minha frente agora, Melbourne!

19:10:00- C: Delta Sierra Juliete, “roger”. Me informe qual o tamanho que o objeto pode ter.

19:10:19 – FV: Delta Sierra Juliete, Melbourne. Parece que está estacionário. O que eu estou fazendo bem agora é orbitar, e a coisa está orbitando sobre mim também; a coisa tem luzes verdes e algum tipo de superfície metálica, pois toda ela brilha por fora.
C: Delta Sierra Juliete.

19:19:46 – FV: Delta Sierra Juliete aqui. (…) (microfone aberto por 5 segundos). A coisa simplesmente desapareceu.
C: Delta Sierra Juliete.

19:10:46 – FV: Melbourne, vocês saberiam informar que tipo de aeronave é aquela? Seria uma nave militar?
C: Delta Sierra Juliete. Confirme que a aeronave desapareceu.
FV: Repita por favor.
C: Delta Sierra Juliete, a aeronave ainda está aí com você? 
FV: Delta Sierra Juliete. Está…oh, não…(microfone aberto mais 2 segundos). Está agora se aproximando, vindo de sudoeste.
C: Delta Sierra Juliete.

19:11:50 – FV: Delta Sierra Juliete, aqui. O aparelho é muito estranho. Agora eu o tenho e 23 ou 24…e a coisa está…
C: Delta Sierra Juliete, “roger”. Quais são as suas atitudes agora?
FV: Minha atitude agora é para a Ilha King, Melbourne…Aguarde…a estranha aeronave está sobrevoando-me agora, bem acima, novamente…(microfone aberto por 2 segundos); Está acima de mim e não é uma aeronave…
C: Delta Sierra Juliete

Melbourne…Aguarde…a estranha aeronave está sobrevoando-me agora, bem acima, novamente….
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19:12:28 – FV: Delta Sierra Juliete, Melbourne…(microfone aberto por mais 2 segundos)

19:12:55 – Fim das comunicações após 17 segundos de ruídos metálicos de origem desconhecida.

Valentich calculou estar a 38 km, aproximadamente, do Cabo Otway, no estreito de Bass. Na manhã seguinte, a Força Aérea Real da Austrália (RAAF), enviou um avião de  reconhecimento marítimo, um Orion, para procurar pelo Cessna – ou algum destroço – e  pelo piloto. A busca ainda perdurou por todo o domingo.

Posteriormente, mais quatro dias de buscas se sucederam, com equipes compostas por centenas de homens, entre civis, militares, barcos de pesca, etc. Ao todo, as equipes de busca cobriram uma área de mais de 5 mil milhas quadradas procurando por qualquer tipo de vestígio de que o avião pudesse ter caído no mar ou algo assim: uma bóia salva-vidas, uma mancha de óleo, um pedaço de fuselagem, etc.

Em 25 de outubro de 78 a busca foi encerrada, Valentich foi dado como desaparecido – ainda não como morto – , e foi estabelecida uma vigília entre moradores da região, em busca por qualquer sinal do Cessna e do piloto. Igualmente, todos os aviões e ou barcos que passassem pela região deveriam tentar localizar algum vestígio.
Mas, como era previsível, nenhum único sinal, nem no mínimo vestígio ou qualquer traço do avião – que tem cerca de 540 kg – ou de Frederick Valentich, na época com apenas 21 anos, foi encontrado até hoje. Absolutamente nada, nenhum fio de cabelo do rapaz ou uma gota de gasolina do avião. O que aconteceu foi que Valentich e seu avião sumiram no céu ao mesmo tempo em que sumiu o estranho objeto que “brincava” com ele.

Dezenas de hipóteses surgiram para tentar explicar o caso, indo desde tempestades súbitas, que teriam devorado o avião sem deixar traços, até explosão do aparelho em pleno voo. No entanto, nenhuma teoria ou hipótese jamais explicou tal desaparecimento. Em caso de tempestade ou qualquer outra anomalia meteorológica súbita, ou mesmo explosões, achar-se-iam pedaços ou fragmentos por menores que fossem, do avião, o que mais ocorreu.

Portanto, o avião realmente sumiu! Mas este caso está longe de ser o único, visto já Ter se repetido dezenas de vezes. Só para citar alguns casos, poderíamos começar pelo incidente conhecido como “Voo 19”, de uma esquadrilha de 5 aviões Avengers da Marinha Americana, que num exercício rotineiro no Atlântico, na costa da Flórida, simplesmente desapareceram em pleno vôos, no chamado Triângulo das Bermudas. Ou ainda o MIG soviético que em 1967 foi simplesmente desintegrado no céu ao perseguir um UFO.

PPor mais tempo que se leve, e lá se vão 22 anos, muita gente ainda espera que ele volte. Um desses é o seu pai, Sr. Guido Valentich, que em todos os aniversários do desaparecimento de seu filho, ele recebe centenas de telefonemas de todas as partes do mundo. Ele não tem dúvidas de que o seu filho está vivo e que um dia retornará.


Paul Norman discute Frederick Valentich (ativar a Legenda do youtube)

Fonte: O Arquivo.
Editado por: Arquivo X do Brasil.

 
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