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abr 13 2017

É por isso que enviar mensagens “para alienígenas” é uma boa ideia.

Radiotelescópio de Arecibo.
(Clique na Imagem para Amplia-la)

Nós estamos sozinhos no universo? Os seres humanos têm feito essa pergunta há séculos, mas só nas últimas décadas conseguimos as habilidades necessárias para tentar achar a resposta.

Com o SETI – Busca por Inteligência Extra Terrestre – usamos radiotelescópios para procurar sinais de outras civilizações. Este é um sistema relativamente passivo, onde sentamos e procuramos os sinais que podem estar lá fora. Até agora, a procura não deu resultados.

Por outro lado, o “Active SETI”, que está sendo chamado de Messaging Extra Terrestrial Inteligence, ou METI, é um sistema ativo que envia mensagem para um lugar específico, como um “olá” para permitir que possíveis astrônomos extraterrestres saibam que estamos aqui. 

O conceito do METI é um pouco controverso. Alguns cientistas afirmaram que a estratégia poderia ser perigosa, como Stephen Hawking, que disse que alertar alienígenas sobre a nossa existência poderia nos trazer problemas. Hawking sugere que alienígenas avançados poderiam nos ver como irritantes bactérias, ou eles pisarem na Terra poderia ser semelhante a quando Cristóvão Colombo  chegou na América, o que não foi muito bom para os nativos.

No entanto, “as alegações sobre os perigos do METI são exageradas”, diz Douglas Vakoch, presidente do METI. “Quando converso com outros cientistas sobre o potencial risco do METI, eles concordam que a percepção pública é exagerada.”

Vakoch diz que quando Hawking assume de alguma forma a possibilidade de extraterrestres serem avançados a ponto de viajar entre as estrelas, ele ignora que eles também teriam a capacidade de captar nossos sinais de TV e rádio, o que faz com que a ideia do cosmólogo não faça sentido.

Nós já tivemos quase 100 anos de transmissões de rádio e TV emanando do nosso planeta como radiação eletromagnética. Agora que esses sinais já viajaram quase 100 anos luz, a evidência de nossa existência está bem longe. Com nosso crescente banco de dados sobre exoplanetas conhecidos, já sabemos que existem milhares de planetas em um raio de 100 anos luz, e é bem provável que alguns sejam parecidos com a Terra em alguns aspectos.

“Qualquer civilização que tenha a capacidade de ouvir a nossa mensagem provavelmente já ouviu nossos ‘ruídos’ e sabem que estamos aqui”, disse Vakoch.

Desde meados da década de 1970, houveram pelo menos duas dúzias de mensagens enviadas intencionalmente para o espaço. Todas elas foram enviadas a um alvo específico, mas Vakoch acredita que essa abordagem deve ser modificada.

“No SETI, quando recebemos um sinal apenas uma vez, não o encaramos como convincente”, disse ele. Se outras civilizações têm o mesmo axioma de que a ciência precisa ser replicável e verificável, “nós deveríamos estar transmitindo continuamente para que o sinal seja levado a sério.”

Além disso, os proponentes do METI afirmam que as mensagens devem ser direcionadas às estrelas de nossa própria vizinhança. Por que? Por exemplo, em 1974, uma breve mensagem foi enviada para o conjunto de estrelas M13, a cerca de 25 mil anos luz de distância. 

“Ao invés de enviar mensagens que demorariam 50 mil anos para termos uma resposta”, explicou Vakoch, “devemos enviar mensagens à estrelas mais próximas, de modo que a resposta chegue em uma ou duas décadas, caso alguma seja enviada. Estar vivo quando sua resposta chega possibilita que a hipótese seja testada com maior facilidade.”

 


Veja o Vídeo Abaixo:


 


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Fonte: Climatologia Geografica
Editado por: Arquivo X do Brasil

 

 

 

 
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